À propos de cette revue

A REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOLOGIA (RBMUS), o periódico científico desenvolvido e publicado pela ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MUSICOLOGIA (ABMUS), é uma publicação contínua anual, online, de acesso aberto e arbitrada em sistema duplo-cego, com uma linha editorial independente dedicada à pesquisa musicológica qualificada em um amplo espectro de áreas e campos interdisciplinares.

A revista busca promover, divulgar e compartilhar trabalhos inéditos que dialoguem com epistemologias contemporâneas nos diversos subcampos da música. Adota a perspectiva da música como fenômeno humano e social, abordado de forma crítica e contextualizada. Além disso, considera uma compreensão ampla da documentação musical, abrangendo não apenas registros diretos de música, como partituras e gravações, mas também materiais que contenham ou descrevam informação musical em diferentes suportes e originados por diversos processos criativos.

Projeto Editorial
O projeto editorial da RBMUS é inspirado nos conceitos da revista L’Esprit Nouveau, que trazia como subtítulo a designação de Revue Internationale d’Esthétique, publicada em Paris entre 1920 e 1925 como veículo do movimento purista, e tinha como slogan (Frampton, 2001):

“Há um espírito novo; é um espírito de construção e de síntese guiado por uma concepção clara.”

Seus três primeiros números foram editados pelos fundadores Paul Dermée (poeta dadaísta), Amédée Ozenfant (pintor purista) e Charles-Édouard Jeanneret (Le Corbusier, arquiteto), contando ainda com colaborações de escritores como Louis Aragon, André Breton, Blaise Cendrars, Jean Cocteau, Paul Éluard, Max Jacob, Tristan Tzara, pintores como Roger Bissière e Carlo Carrà, e compositores como Édouard Lalo, Darius Milhaud e Erik Satie.

A RBMUS adere a esse espírito, renovando e consolidando uma linha editorial atenta às demandas do presente, ao livre acesso e à circulação de ideias, comprometida com a ética na publicação e a qualidade científica como pilares fundamentais que orientam este projeto.

Escopo e temática da RBMUS

A RBMUS tem interesse em publicar trabalhos que apresentem interpretação, análise e avaliação crítica, embasadas em considerações probatórias, conceituais, metodológicas e/ou contextuais, nas principais linhas editoriais da revista, que incluem, mas não se restringem a:

A. MUSICOLOGIA CRÍTICA

  1. Tradições e transformações do conhecimento musical
  2. Questões teóricas e musicológico-críticas sobre a construção de narrativas historiográfico-musicais
  3. Processos hermenêuticos em música
  4. Epistemologias do conhecimento musicológico
  5. Processos criativos e dialéticas interseccionais
  6. Crítica decolonial na historiografia e epistemologia musical

B. FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO EM MUSICOLOGIA

  1. Processos pedagógicos no ensino da musicologia
  2. Processos pedagógicos na estruturação musical (análise, contraponto, harmonia)
  3. Currículos acadêmicos e seus impactos na formação musicológica
  4. Contextos de atuação profissional: problemas, desafios, oportunidades e perspectivas
  5. Formação e atualização docente na musicologia
  6. Tecnologias e recursos digitais na formação musicológica

C. MUSICOLOGIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM MÚSICA

  1. Questões teórico-metodológicas na gestão da informação musical
  2. Conservação, preservação e memória de fontes documentais musicais (analógicas ou digitais)
  3. Arquivos e Coleções musicais no Brasil: estudos de caso
  4. Políticas públicas e privadas em torno da documentação musical no Brasil: histórico, paradigmas, desafios, formação profissional e perspectivas
  5. Tecnologias e procedimentos para a organização, representação, recuperação e processamento da informação e do conhecimento musical (incipits, taxonomias, ontologias, indexação, gestão de metadados e tópicos relacionados)
  6. Gestão da informação em processos criativos e de produção musical (fluxos informacionais diversos, inclusive de selos musicais digitais e produções criativas em música)

Política editorial

A RBMUS adota uma política editorial baseada em princípios de ética, transparência, qualidade e rigor científico, garantindo um processo editorial justo, inclusivo e alinhado às melhores práticas internacionais. As diretrizes completas podem ser acessadas nas seguintes seções:

  • Avaliação→ Expõe o compromisso com uma avaliação justa e transparente, aderindo aos protocolos DORA, TARA e COPE, além dos critérios para avaliação por pares e responsabilidades dos autores. acesse aqui
  • Bases de indexação e disseminação→ Detalha a política de indexação da revista e das práticas adotadas para disseminação digital dos artigos publicados. acesse aqui
  • Política e Declaração de privacidade → Define as normas de proteção de dados, uso de cookies e direitos dos usuários, conforme a LGPD e GDPR. acesse aqui
  • Direitos Autorais e Licenciamento → Define a política de acesso aberto progressivo equilibrando a disseminação do conhecimento científico com a proteção dos direitos autorais dos autores e da revista de forma transparente e explícita, por meio da licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 Internacional (CC BY-SA 4.0), a licença ainda hoje a mais amplamente utilizada. acesse aqui

Além disso, a RBMUS estabelece as seguintes diretrizes específicas para práticas que fazem parte do movimento Ciência Aberta, que busca maior transparência, acessibilidade e eficiência na comunicação acadêmica:

  • Preprints → A RBMUS considera o SEER/OJS como repositório confiável para preprints e aceita submissões de manuscritos previamente depositados em nossos servidores, mas considera a possibilidade de depósitos em servidores nos termos da SciELO. 
  • Pareceres abertos → RBMUS não adotará pareceres abertos neste momento, mas considera a possibilidade de uma implementação futura baseada em um modelo opcional progressivo, no qual:
    • Apenas um resumo do parecer poderia ser publicado sem identificação dos revisores.
    • Os revisores poderiam optar por se identificar ou permanecer anônimos.
    • Os pareceres poderiam ser publicados somente para artigos aceitos e publicados.
    • Os autores poderiam decidir se querem ou não divulgar as revisões.
  • Adoção de e-location → A RBMUS adotará a numeração e-location para todos os artigos como sufixo estruturado do DOI, utilizando o formato rbmusYYYYsXaZZZ, onde:
    • "YYYY" representa o ano de publicação.
    • "sX" representa a seção do artigo dentro do ano.
    • "aZZZ" é a numeração sequencial do artigo dentro da seção.

Para saber mais sobre o conceito de Ciência aberta e suas inovações:

  • Preprints → A publicação antecipada de manuscritos permite a disseminação rápida do conhecimento e feedback antes da revisão por pares. Saiba mais em: Preprints.org
  • Pareceres Abertos → Um modelo que promove transparência no processo de revisão por pares, aumentando a confiabilidade da avaliação acadêmica. Leia mais em: Peer Community In
  • E-location → Um sistema de numeração digital que substitui a paginação tradicional, melhorando a indexação e citação de artigos. Veja como funciona em: Revista Direito GV
  • SciELO – Ciência Aberta e Comunicação Científica: link
  • ABEC Brasil – Comunicação Científica Aberta: link